Obra contratada x obra por demanda na terraplenagem
Empresa de terraplenagem trabalha de duas formas, e às vezes das duas ao mesmo tempo. Entender a diferença muda como você orça, controla e, principalmente, como cobra.
Obra contratada
É a obra negociada: tem orçamento, proposta e contrato antes de a máquina entrar. Você forma o preço a partir do custo dos serviços e da margem que quer, em obra pública, muitas vezes com BDI e bases de referência; em obra privada, com composição própria. A partir daí, o trabalho segue um caminho previsível:
Orçamento → proposta → contrato → obra → medição → faturamento.
Durante a execução, você mede o que foi feito no período e fatura em cima do valor vigente do contrato (incluindo aditivos, quando houver). O controle aqui é sobre previsto x realizado: saber, antes de a obra acabar, se a margem está escapando.
Obra por demanda (conta aberta)
É o cliente que vai pedindo serviço ao longo do mês, sem um contrato fechado de escopo: hoje uma hora de máquina, amanhã umas cargas, depois uma diária. Cada serviço executado tem uma tarifa (por hora, carga ou diária) e vai acumulando numa espécie de conta aberta. No fim do período, você fecha e gera a cobrança do que foi executado.
O risco desse modelo é perder serviço no meio do caminho, a hora de máquina que ninguém apontou, a carga que ficou de fora. Se cada execução é registrada na hora, com a tarifa certa, o fechamento vira apenas somar e cobrar.
Qual usar?
Não é escolher um. Muitas empresas têm obras contratadas grandes e, ao mesmo tempo, clientes de conta aberta. O que importa é que o sistema atenda os dois sem gambiarra: a obra contratada com todo o fluxo comercial até a medição, e a obra por demanda acumulando serviços até o fechamento. Nos dois casos, o custo real e a medição/faturamento seguem a mesma base: o dado do campo, uma vez só.
Obra contratada com orçamento, proposta, contrato e medição; e obra por demanda que acumula serviços no período e fecha gerando a cobrança.
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