Como controlar o custo real de uma obra de terraplenagem
O preço de venda quase todo mundo sabe. O problema é saber, no fim da obra, quanto ela realmente custou, e por que sobrou menos do que parecia. O custo de uma obra de terraplenagem se forma em vários lugares ao mesmo tempo, e boa parte dele "some" antes de chegar na conta.
O custo não está num lugar só
Numa obra de terraplenagem, o dinheiro sai por muitas portas: a sua escavadeira enchendo caminhão, o caminhão próprio rodando, o freteiro que você paga por carga, a máquina de terceiro alugada por diária, o barreiro de onde vem o material, o bota-fora onde o material escavado é descartado, o diesel de tudo isso e as peças que saíram do estoque. Cada um desses é um pedaço do custo, e cada um costuma ser controlado por uma pessoa diferente, num caderno ou numa planilha diferente.
Quando você tenta juntar tudo no fim do mês, sempre falta alguma coisa: a carga que o freteiro cobrou e ninguém anotou, o abastecimento que foi lançado "na empresa" e não na obra, a diária da máquina de terceiro que ficou no WhatsApp. É aí que a margem escapa.
Os pedaços que formam o custo
Máquina própria
A sua escavadeira, pá-carregadeira ou motoniveladora tem um custo por hora, combustível, operador, manutenção e desgaste. Quando ela trabalha numa obra, esse custo precisa ir para aquela obra, proporcional às horas apontadas no horímetro. Se você não aponta a hora-máquina por obra, o custo da máquina vira um valor genérico que não bate com nada.
Caminhões e viagens
Cada viagem tem caminhão, motorista, material, origem, destino, número de cargas, m³ e, às vezes, pedágio. O custo do caminhão próprio segue a mesma lógica da máquina; o volume transportado (convertido de cargas para m³) é o que amarra a viagem à produção da obra.
Freteiros
O freteiro é caminhão de terceiro que você paga, normalmente por carga ou por viagem. É um dos custos que mais some: o freteiro faz 10 cargas, cobra no fim da semana, e se ninguém registrou carga por carga, o valor vira uma "conta a pagar" solta que não entra no custo da obra. Controlar freteiro por veículo e material resolve isso.
Máquina de terceiro
Máquina alugada de fornecedor, por hora, diária ou km. É custo direto da obra e vira conta a pagar ao dono no fechamento. Precisa estar amarrada à obra onde trabalhou.
Barreiro e bota-fora
O barreiro é de onde sai o material (você paga por carga ou m³ ao dono da jazida) e o bota-fora é para onde vai o material escavado (com custo do local de descarte). Os dois entram no custo por carga ou por m³ e precisam ser fechados junto com as viagens.
Combustível
O diesel é um custo enorme e traiçoeiro. Um abastecimento lançado por máquina/caminhão e vinculado à obra vira custo real daquele equipamento e daquela obra; lançado "solto", vira despesa administrativa e some do custo da obra. Ver como controlar combustível.
Estoque e custos indiretos
Peça, pneu, material que sai do estoque para a obra ou para uma máquina também é custo. E há os indiretos (encarregado, administrativo, licenças) que, dependendo da empresa, você rateia ou trata como despesa geral.
Receita e margem: fechando a conta
Do outro lado está a receita: o que você mede e fatura pela obra (por medição, quando é obra contratada, ou por fechamento de período, na obra por demanda). Quando a receita e todos os custos acima estão amarrados à mesma obra, a conta fecha sozinha:
- Custo real = máquina própria + caminhões + freteiros + terceiros + barreiro + bota-fora + combustível + estoque + indiretos.
- Margem = receita medida − custo real.
O segredo não é a fórmula, é garantir que cada lançamento do campo caia na obra certa, uma vez só, sem redigitação. Quando o motorista registra a viagem onde ela acontece, ela já vira produção, custo e, na medição, receita. O escritório passa a conferir em vez de reconstruir a obra no Excel no fim do mês.
O Neobit reúne máquina, caminhão, freteiro, terceiro, barreiro, bota-fora, combustível e estoque na mesma obra e mostra custo real, receita e margem, calculados dos lançamentos, não chutados.
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