Barreiro, bota-fora e cargas: como organizar o controle
Numa empresa de terraplenagem, o material tem duas pontas: de onde ele vem (o barreiro) e para onde ele vai (o bota-fora). No meio, as cargas. Quando essas três coisas não conversam, o custo do material vira um buraco.
Barreiro: de onde sai o material
O barreiro (ou jazida) é de onde você tira barro, saibro ou outro material. Normalmente você paga ao dono do barreiro por carga ou por m³. Para controlar, precisa registrar quantas cargas saíram, o preço por carga e a que obra o material foi. Um detalhe que ajuda muito: guardar o m³ por carga de cada caminhão, para converter cargas em volume automaticamente e não ter que recalcular a cada lançamento.
Um problema clássico do barreiro é a carga lançada em duplicidade, a mesma carga física registrada duas vezes por pessoas diferentes. Um bom controle avisa quando isso acontece, senão você paga a mais e infla o custo da obra.
Quando é a sua própria máquina que enche os caminhões no barreiro, o custo dela (a "máquina no barreiro") também precisa ser rateado pelas cargas carregadas, senão a pá-carregadeira trabalha e ninguém sabe em qual obra lançar.
Bota-fora: para onde vai o descarte
O bota-fora é o destino do material escavado. Cada viagem de descarte tem um custo (por carga ou por m³) e, muitas vezes, um local licenciado que cobra pela recepção do material. Esse custo precisa estar amarrado à obra que gerou o descarte. Organizar o bota-fora por viagem, com o custo do local, evita a surpresa no fim do mês.
As cargas amarram tudo
No centro está a carga. Uma viagem bem registrada, com caminhão, material, origem (barreiro ou obra), destino (obra ou bota-fora), número de cargas e m³, alimenta ao mesmo tempo a produção da obra, o custo do barreiro, o custo do bota-fora e, quando é serviço faturável, a receita da medição. Por isso o registro tem que acontecer uma vez, no campo, e não ser reconstruído depois.
É a mesma lógica que sustenta o custo real da obra e o controle de freteiros: dado único, reflexos automáticos.
Cargas por carga ou m³, memória do m³/carga, alerta de duplicidade, máquina no barreiro e fechamento que reflete no custo e no resultado da obra.
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