Como controlar freteiros em uma empresa de terraplenagem
O freteiro é uma das maiores fontes de custo e uma das que mais gera confusão no fechamento. Ele faz as cargas ao longo da semana e cobra depois, e, se o registro não é carga por carga, o valor vira uma discussão de "quantas viagens foram mesmo?".
O problema do fechamento de cabeça
A cena é conhecida: o freteiro aparece na sexta com o número de cargas dele, o encarregado tem outro número, e o dono paga no meio-termo para não brigar. Sem um registro por viagem (veículo, motorista, material, obra, quantidade de cargas e valor), não há como conferir. E o que foi pago some do custo da obra, porque ninguém amarrou aquele freteiro à obra onde ele rodou.
O que registrar em cada carga
- Freteiro e veículo: quem é o terceiro e qual caminhão fez a viagem.
- Motorista e material: quem dirigiu e o que carregou (barro, saibro, entulho…).
- Obra, origem e destino: para o custo cair na obra certa.
- Cargas / m³ e valor combinado: por carga, por viagem ou por m³, conforme o acerto.
Registrar isso no momento em que a carga acontece (de preferência pelo próprio motorista ou apontador, no celular) acaba com a discussão do fim de semana. O número já está lá, com data.
Fechamento vira conta a pagar
Com as cargas registradas, o fechamento do período com cada freteiro deixa de ser uma conta improvisada: o sistema soma o que foi acordado e gera a conta a pagar ao freteiro automaticamente, já vinculada às obras onde ele trabalhou. Você paga o valor certo, e o custo entra na margem da obra, não numa despesa solta.
Esse é o mesmo princípio que vale para barreiro e bota-fora e para a formação do custo real da obra: o evento é registrado uma vez, no campo, e se reflete no financeiro sem redigitação.
Registre cargas de terceiros por veículo, motorista e material, e feche o período gerando a conta a pagar ao freteiro, com o custo já na obra certa.
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