Como controlar o combustível de máquinas e caminhões
Diesel é, quase sempre, o segundo maior custo de uma empresa de terraplenagem, atrás só da folha. E é o que mais escapa: some no comodato do posto, no tanque da empresa e nos abastecimentos que ninguém lançou na máquina certa.
Abastecer não é controlar
Registrar que "abasteceu 300 litros" não diz nada se você não sabe em qual máquina, em qual obra e com qual horímetro/km. O controle começa no abastecimento: equipamento, litros, valor, data e o medidor (horímetro ou km) no momento. Sem isso, você tem uma despesa de diesel gigante e nenhuma pista de para onde ela foi.
Tanque interno e posto externo
Muitas empresas têm as duas fontes. O tanque interno precisa de saldo controlado: entra diesel (compra) e sai por abastecimento; se o saldo fica negativo ou o horímetro "anda para trás", algo está errado. Já o posto externo costuma trabalhar com conta a prazo, você abastece no mês e recebe o relatório do posto para conferir. Importar esse relatório e conferir os abastecimentos evita pagar por lançamento duplicado ou por abastecimento que não foi seu.
Do litro ao custo da obra
O ponto que muda o jogo: cada abastecimento vinculado à máquina e à obra vira custo real daquele equipamento e daquela obra. Assim o diesel para de ser uma despesa administrativa genérica e passa a pesar na margem da obra que o consumiu. É o mesmo princípio do custo real da obra.
km/L e consumo: achar o vazamento
Com abastecimento e horímetro/km amarrados, aparecem os indicadores: km/L por caminhão, litros por hora por máquina. É aí que você percebe o caminhão que rende muito menos que os outros, a escavadeira com consumo fora da curva (às vezes sinal de manutenção atrasada) e, não raro, o desvio de diesel. Consumo que destoa é o melhor alarme que existe.
Saldo de tanque, abastecimento por máquina, importação do relatório do posto e consumo/km-L, com o diesel caindo direto na obra e no equipamento.
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